É hora de contabilizar perdas do 1º. semestre e projetar recuperação


As empresas contabilizam o primeiro semestre do ano e projetam para os próximos meses maneiras de compensar os resultados que não foram cumpridos. O primeiro trimestre foi positivo, com crescimento do PIB em 0,4% – ritmo lento nos diversos setores. Já o segundo trimestre deverá ser negativo (os números oficiais ainda não são definitivos), impactado pela greve dos caminhoneiros que impediu a movimentação de mercadorias pelo país. Isso significa menos faturamento para todo mundo.

 

Empresas que acreditaram na recuperação tomaram uma pá de terra quando pensavam em sair do buraco.

 

O índice de falência das empresas brasileiras mantém a sua tendência histórica, com ligeira propensão de alta. Isso significa que, do total de CNPJs criado a cada ano, 50% ou mais não alcançarão o seu 5º. ano de vida.

 

Essa estatística está alarmando as autoridades do Sebrae, em todas as regiões do país.

 

A causa nº 1 da falência não é a concorrência, produto inadequado, economia, sociedade etc, e sim a falta de preparo para a gestão do negócio. Esses empresários que fracassam falham ao planejar a entrada no seu negócio; falham também ao planejar o desenvolvimento de cada ação que vai suportar a estrutura de funcionamento, investimentos, produto ou serviço, prospecção, vendas, atendimento ao cliente etc.

 

As preocupações básicas, embora possam parecer complexas, determinam a perenidade do negócio e o nível de domínio que o empresário terá para desenvolver a sua empresa. É possível apreender as competências necessárias para organizar e desenvolver uma empresa, principalmente diante da possibilidade de se contar com ajuda externa de um consultor ou um coach empresarial. Difícil é buscar o equilíbrio ideal das 3 personalidades que existem dentro de um empresário (técnico, administrador e empreendedor) e impedir que o conflito entre elas atrapalhe o desenvolvimento do negócio.

 

Hoje sabe-se os “empresários de sucesso” são aqueles que são 10% técnico (expert no produto/serviço), 20% administrador (voltado para a ordem, estrutura, sincronia) e 70% empreendedor (visão, paixão, foco no mercado). Uma proporção diferente nessas personalidades pode decidir o fracasso do empresário e, por consequência, a falência do negócio. O conflito das três personalidades gera o travamento da rotina da empresa e impede o seu desenvolvimento.

 

O consultor e coach Michael Gerber, reconhecido especialista em micro e pequenos negócios, foi quem melhor definiu as competências que um empresário precisa ter para criar uma empresa bem sucedida. Essas competências representam os fatores críticos que produzem a sinergia entre as personalidades de empreendedor, técnico e administrador (leia o Mito do Empreendedor, de Michael Gerber).

 

O dilema dos empresários é como identificar as competências essenciais que lhe faltam, quais as que existem em “excesso” e como suprir as necessidades para que o negócio se desenvolva, conquiste clientes e os mantenha satisfeitos e aptos a repetirem a compra.

 

Aí vai o meu conselho: busquem instrução em seminários e cursos; leiam tudo que puderem sobre administração, finanças, marketing e vendas; consultem especialistas que possam auxiliá-los na elaboração de um plano de negócio; criem a sua visão – o seu sonho para o seu negócio – e tracem metas pessoais e para a equipe.

 

Recorrer aos programas do Sebrae, em todas as suas regionais espalhadas pelo país, tem inspirado e ajudado milhares de empresários iniciantes a desenvolver as competências para administração de vendas, finanças, recursos humanos, serviços aos clientes, marketing, planejamento empresarial, contabilidade básica, gestão de compras e controle de estoque, programas de qualidade e uma infinidade de temas voltados para gestão empresarial.

 

Se falta segurança ou mesmo competência interna para as transformações necessárias, o caminho é buscar apoio externo de algum especialista para orientar e acelerar as necessidades.

 

Autor: Coach Marcos Biaggio